O QUE É APOLOGÉTICA?
Os cristãos
primitivos enfrentaram grandes dificuldades nas suas batalhas pela defesa da fé.
Grupos como os fariseus, e mais tarde os gnósticos, demonstravam abertamente
sua hostilidade ao cristianismo. Já na época de Jesus, fariseus estavam sempre
armando ciladas na tentativa de capturá-lo em alguma interpretação errada das
escrituras.
Os gnósticos
tornaram-se o grande desafio de apologistas como Judas e João, que visivelmente
criticam essa forma de doutrinação da época. Gnosticismo era “um movimento religioso (não uma religião única
e identificável) e filosófico, amplo (popular em todo o mundo greco-romano, nos
séculos I e II), multifacetado e difuso (permeando muitas outras religiões e
filosofias): apesar de poderem diferir em algumas preferências ou avaliações
subjetivas sobre importâncias relativas, gnósticos caracterizavam-se por todos
basicamente clamarem possuir ou procurarem supremamente algum tipo de
conhecimento secreto (Gnose) sobre as naturezas do universo e da existência
humana. [2]
O gnosticismo
pregava a existência de dois deuses, um bom e outro mau, sendo este último o
criador do Universo, o qual corresponde ao Deus da Bíblia. Além dessa batalha
espiritual, teológica e intelectual, os primitivos cristãos conviviam com os
essênios, zelotes, saduceus, herodianos, docetistas, entre os outros. Sobre os
essênios, assim o Dicinário Bíblico Wycliffe nos informa:
“Para o judaísmo no período romano,
havia duas alternativas para a questão do compromisso de devoção religiosa: uma
vida de “partido” (o dos fariseus) e uma vida de “seita” (a dos essênios).
(...) Está claro que os essênios consideravam-se o verdadeiro Israel,
constituindo um remanescente dentro do Israel apóstata. Eles entendiam as
promessas a Israel como sendo cumpridas em sua própria experiência como uma
congregação justa, assumindo uma postura santa diante de Deus. Seus ensinos
refletem uma forte consciência de eleição, e eles ansiosamente anteciparam “o
dia da vingança”, quando Deus vindicará os seus próprios eleitos.”[3]
O docetismo
foi “um movimento altamente héretico, pois os docéticos tomava as seguintes
posições: - uns diziam que Jesus não tinha um corpo verdadeiramente humano e
para explicar-se laçavam mão de umas teorias sobre corpo fantasmagóricos, daí
que diziam também que PARECIA que Jesus era humano, PARECIA que ele sofreu na
cruz. – outros docéticos só aceitavam como verídicos alguns aspectos dos livros
biográficos de Cristo negando os demais acontecimento descritos em Mateus,
Marcos, Lucas e João”. [4]
A apologética
pode ser vista por todos os livros do Novo Testamento, onde nota-se a defesa
realizada pelos apóstolos aos grandes ataques que estavam sofrendo por parte de
todas essas crenças. Atualmente, todas essas correntes de pensamentos ainda estão
presentes. Todavia, nem sempre são tão fáceis de se identificar. Alguns dos
principais grupos heréticos de nosso tempo são os Mórmons, Testemunhas de Jeová,
Catolicismo Romano, Tabernáculo da Fé, Adventismo do Sétimo Dia, entre outros. Essas
seitas são conhecidas como pseudocristãs, pois afirmam pertencer ao único
cristianismo verdadeiro, e que todas as outras correntes teológicas ou igrejas
fora do seu sistema são apóstatas e estão condenadas.
Os apologistas
de hoje têm também uma grande batalha para defender o cristianismo não apenas
de grupos fora da Igreja, ou até mesmo fora do cristianismo, como é o caso do
Islamismo, Budismo, Hinduísmo...etc. Correntes heréticas de um cristianismo
periférico, como por exemplo Teologia da Prosperidade (ou Movimento da Confissão
Positiva), fazem um mal muito grande ao povo, e precisa ser combatido com veêmencia.
Assim, nota-se o tamanho do desafio que a Igreja do século XXI têm diante de
seus olhos? Como se deve agir? Vamos à luta!!!
Cláudio Araújo
[1]
www.wikipédia.com, acesso em 27/06/2013.
[2]
http://ensinadorcristao.blogspot.com/2009/07/o-que-e-o-gnosticismo.html,
acesso em 27/06/2013.
[3]WYCLIFFE,
Dicionário Bíblico (CPAD).
[4]
dogmatica13.blogspot.com/2010/03/docetismo.html, acesso em 27/06/2013.

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